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LULA EM PLENA CAMPANHA E IMPUNEMENTE

Poleiro do Chantecler – O ferrinho do dentista

Meus caros, raros e fiéis leitores,

Vocês se lembram da campanha presidencial de 2022 quando o TSE proibiu o então candidato a presidente – Jair Bolsonaro – a falar qualquer coisa contra o outro candidato – o Lula? Ele foi proibido de chamar Lula de ex-condenado e de ex-presidiário, foi proibido de mostrar fotos de Lula abraçado com o ditador Maduro, da Venezuela, foi proibido de mostrar vídeos seus de passeatas com motociclistas, foi proibido de mostrar cenas de suas comemorações de 7 de Setembro e coisas tais.

Neste ano, as eleições serão realizadas em 04 de outubro (1º Turno) e o “período eleitoral” terá início no dia 16 de agosto. Só a partir desta data que os candidatos a qualquer cargo eletivo podem fazer explicitamente suas campanhas e pedir formalmente votos. A rigor, nenhum candidato pode sair por aí pedindo votos e participar de eventos claramente eleitoreiros antes daquela data. Salvo, pelo visto, se este candidato for o Lula!

Desde que decidiu que vai tentar a reeleição para um quarto mandato, Lula está claramente em campanha. Onde quer que ele vá, seja em visita a uma prefeitura, seja para a inauguração até mesmo de uma fábrica de fumaça, lá está ele incitando seus eleitores a irem atrás de eleitores indecisos ou a combaterem aqueles que forem contra seu governo e contra sua candidatura. E a Justiça Eleitoral não faz nada contra. Se omite solenemente.

Agora mesmo tivemos esta homenagem ao Lula prestada, na Marquês de Sapucaí, pela Escola de Samba Acadêmicos de Niterói – uma escola onde toda a direção é de ativistas petistas. Além de contar a vida e ascensão política do Lula e suas obras, a escola recebeu alguns milhões de reais de recursos públicos. Houve várias ações judiciais junto ao TSE acusando de campanha eleitoral antecipada, mas todas resultaram em nada. Os defensores da homenagem alegam que outras escolas também receberam os mesmos recursos públicos. O que piora a situação. Ao invés de gastar apenas um ou dois milhões de reais de nossos impostos com a escola de samba petista, o governo gastou cerca de 10 milhões para não falarem que ele estava dando dinheiro apenas para a escola que o homenagearia. A emenda ficou maior que o soneto.

A questão, levada à Justiça Eleitoral, teve, como esperado, um desfecho favorável ao Lula. A própria ministra Carmen Lúcia – presidente do TSE – justificou a decisão pró-Lula alegando que, a homenagem poderia até ser um ilícito, mas caso se confirmasse o ilícito, isso poderia ser julgado pela Justiça eleitoral posteriormente. Antes disso, seria, na visão dela, uma censura prévia…

É bem verdade que nem tudo foram flores para o presidente homenageado. Enquanto seus acólitos e bajuladores o cercavam de atenção, quando ele caminhava pela avenida, grande parte dos espectadores nas arquibancadas gritava o refrão: “Lula ladrão, seu lugar é na prisão!” ou: “Oi, Lula! Vai tomar no c…!” Afora isso, foi deprimente a ridicularização e ofensa aos evangélicos e o aparecimento da figura de Bolsonaro numa jaula. Ridículo! Baixo nível! E seus defensores ainda chamaram isso de “show artístico!”

Pena que a retratação da vida política de Lula ao longo do desfile omitiu várias passagens relevantes. Faltou, por exemplo, um carro alegórico representando o Sítio de Atibaia e a cobertura no Guarujá. Também faltou mostrar o Lula na prisão como chefe da maior quadrilha já montada no País. Pequenas omissões, é verdade, mas que espelhariam melhor a vida política do grande guru.

Mas a questão que se levanta é: pode-se misturar festas populares com atos políticos? Já pensaram se a moda pega? Se a moda pega, imagina as seguintes situações: neste ano eleitoral, o governador de São Paulo, por exemplo, resolve promover um carnaval fora de época e decide patrocinar “artisticamente” uma escola de samba cujo enredo seja o próprio governador. Bacana, não? “-Trata-se de uma promoção artística, nada mais!” – dirá o governador. Ou o prefeito de Belo Horizonte patrocina com dinheiro da prefeitura uma escola para homenageá-lo em seu desfile num ano eleitoral em que ele seja novamente candidato! Ou isso só pode se for um presidente tipo Lula?

Definitivamente, não. Esse caso ainda vai dar muita polêmica, muito recurso judicial e vai servir de exemplo para muitos eventos antes das próximas eleições.

Ou pensando bem, quem sabe o próprio Lula, percebendo que o barco de sua candidatura está fazendo água por todos os lados, optou sabiamente por ter sua candidatura negada pelo TSE. Não é de duvidar. Lula é esperto toda vida!

Ah, uma última informação: o grande constitucionalista Ives Gandra Martins está noticiando num vídeo que o presidente Lula entrou na Justiça Eleitoral pedindo que seja proibido falar mal do seu governo durante a próxima campanha, pois isso se constituiria numa ofensa á honra da maior autoridade do Estado brasileiro.

Dispensa comentários!

Chantecler

Mozart Foschete

Poleiro do Chantecler – O ferrinho do dentista.

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