Poleiro do Chantecler – Da eleição
Meu caro Luiz Inácio,
Você sabe que eu nunca votaria em você. Não vai ser agora que eu vou votar. Não gosto de nada do que você faz ou diz. Aliás, a bem da verdade, ultimamente não ando suportando nem sua voz. Ela me causa um mal estar danado. Além do mais, você mente demais. É só abrir a boca que lá vem uma mentira. Você vive repetindo que sua mãe dizia que enquanto a verdade engatinha, a mentira voa.
Aposto que sua mãe nunca lhe disse isso. Ela era uma mulher muito simples para ensinar essas coisas meio filosóficas a você. Você deve ter ouvido isso de outra pessoa e gostou. E acha que, falando que foi sua mãe quem lhe dizia isso, a frase adquire mais credibilidade. E você quer transmitir a ideia de que, com isso, você odeia a mentira. E adotou a frase como lema de sua vida política. Mas você mente na maior cara de pau, inventa números sem se importar que alguém vá checá-los e verificar que não são verdadeiros. E sabe que nós sabemos que você está mentindo. Você deve pensar assim: “-Eu minto ao vivo e a cores para milhões de pessoas na TV. Uns 10 ou 15 vão contestar os números que inventei. Esses 10 ou 15 não representam nada para os milhões de telespectadores. Esses últimos é que importam.
Mas não são só suas mentiras que me impedem de votar em você. Outra razão é que você com seu PT representam o atraso. Atraso tecnológico, atraso econômico, atraso social. A esquerda no mundo inteiro – e a brasileira não é exceção – gosta de se chamar de “progressista”. Pra mim ela é “atrasista.” Ou você quer que eu acredite que a Venezuela é progressista? E Cuba também? E o Irã também? E a Coreia do Norte – daquele baixinho invocado Kim Jong-Um – é progressista? Então a Coreia do Sul – que tem um padrão de vida dez vezes mais elevado que a do Norte – é atrasista? Ora, convenhamos, Luiz Inácio, não dá pra acreditar nessa versão de vocês. Tenha a santa paciência!
Você com seu PT governaram o Brasil por 18 dos últimos 23 anos. E vivem afirmando que quem acabou com o Brasil foi o governo Bolsonaro. Aliás você é um mestre em por a culpa nos outros dos problemas que seus governos criaram. Foi assim também até com o seu amigo FHC quando recebeu dele o governo em 2003, quando, na verdade, você recebeu um país sem inflação, com as contas em dia e crescendo. Mas, para justificar seus fracassos, você espalhava que tinha recebido uma “herança maldita”. O mesmo se repetiu no seu mandato de agora. Você recebeu um governo com 56 bilhões de reais de superavit em caixa. Mas você, no seu conluio com a mentira, vive dizendo que recebeu um país quebrado. Ora, quem quebrou o País foi seu governo que apresentou déficits monstruosos nos seus 4 anos. Mais uma vez, senhor Luiz Inácio, tenha paciência!
Aliás, de onde surgiram esses déficits absurdos? Não se tem registro de nenhum grande projeto ou grande obra de seu atual governo. Será que vieram só de seu programa de bolsa-família? Ou foi também das inúmeras viagens nababescas que você fez a diversos países, levando em todas elas, uma trupe de fazer inveja ao Rei D. João VI – quando fugiu para o Brasil com toda a Corte portuguesa em 1808. Uma trupe de mais de mil pessoas subservientes à Coroa. Já as suas comitivas, senhor Luiz Inácio, sempre foram compostas de mais 150 pessoas entre “amigos do rei”, seguranças e serviçais. E se hospedavam nos hotéis mais luxuosos da França, de Londres, de Nova York, de Tóquio, de Pequim. E tudo por conta… por conta de nós, impostores, quer dizer, os pagadores de impostos. Não vou nem falar da Janja e suas viagens com inúmeras damas de companhia e seus “cartões corporativos’. Os déficits de seu governo também vêm daí, concorda? Ah, ainda tem mais déficits – os bilhões das estatais! Aliás, você sabia, senhor Luiz Inácio, que todos os nossos ex-presidentes – quando viajavam para o exterior – ficavam hospedados nas embaixadas brasileiras? Tenha paciência, Luiz Inácio!
No fundo, no fundo, seus governos, este último principalmente, se baseavam no tripé: bolsa-família e outras migalhas para a classe mais humilde – simplesmente para garantir seu voto -, nas “facilidades para os amigos” e na corrupção generalizada. Que mais você fez?
Sua política externa foi um desastre. Aliás, o discurso que você pronunciou recentemente na ONU foi uma calamidade de besteirol. Você Imaginou que, atacando e ofendendo os Estados Unidos, e se juntando ao Irã, à Venezuela, à Cuba e assemelhados, você, além de ganhar apoio interno, seria reconhecido como um estadista de primeira linha. Qual o que? Você sempre foi visto lá fora como um caipira e amigos dos piores ditadores. A começar do fato de que você não fala uma palavra de inglês. Você hoje já não conta para nada. Agride o Trump e ele reage com tarifas e você culpa os Bolsonaros por esta retaliação americana.
Poderia ficar aqui falando por horas. Mas, não precisa. Vou resumir o que penso de você citando uma frase do grande jurista Ives Gandra Martins que, em resumo, explica perfeitamente porque não voto em você:
“Votar em Lula não significa ser de esquerda, de direita, de baixo, de trás ou de cima. Significa uma tolerância moralmente insustentável com o crime e o criminoso.”
Essa frase pra mim diz tudo.
Não, Luiz Inácio, desta vez não. O País não aguenta mais quatro anos de governo lulo-petista. Vá pra casa se cuidar. Você já está visivelmente gagá. Tenha paciência e desconfiômetro, cara! Libere o País das garras petistas. Tenha a santa paciência!
