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WAGNER MOURA, TALENTOSO E IDIOTA?

Meus caros, raros e fieis leitores,

Outro dia, eu li nessas redes sociais que o ator global Zé de Abreu, notório, esquerdista, havia declarado aos quatro cantos da imprensa que estaria devolvendo seu “Visto” americano em protesto contra o sequestro do ditador Maduro pelos Estados Unidos. Ele até queria saber onde ele o devolveria. É claro que ele só queria aparecer, pois não se devolve um “Visto” a um país. Os “vistos” têm validade. Decorrido o tempo, o visto se esgota. É só ele esperar um pouco que o visto dele perde validade.

Pois é, quando eu pensei que a idiotia esquerdista tinha atingido seu limite com o ator Zé de Abreu, sou surpreendido com o discurso do ator Wagner Moura quando do recebimento de “melhor ator” no programa “Globo de Ouro”. Normalmente, nessas ocasiões, os atores premiados se limitam a agradecer a todos aqueles que, em tese, o ajudaram na conquista. Mas Wagner Moura, não. Aproveitou a ocasião para desancar o Bolsonaro, dizendo textualmente: “Recentemente, tivemos um presidente de direita radical, fascista, representante explícito da ditadura militar, e esta ditadura (a gente sente) ainda está presente no Brasil…” E por aí foi. Um discurso totalmente desproposital, carente de sentido, numa solenidade como a da premiação do Globo de Ouro. O que ele queria com isso? Se reafirmar como um dos líderes da classe artística de esquerda no Brasil, senão o maior deles?

Não tenho procuração para defender o Bozo – por quem, aliás, não tenho nenhuma simpatia – mas vamos e venhamos: ele até pode ser pessoalmente um político de direita e até fascista, mas no seu governo não tomou nenhuma medida que justificasse este conceito. No seu governo, o país respirou liberdade total de expressão. Ele teve o tempo todo a grande mídia contra ele – a grande maioria ideologicamente de esquerda – mas ele nunca cerceou a liberdade de seus críticos. Não consta que ele tenha mandado abrir alguma investigação contra algum esquerdinha que o tenha criticado. Então, que ditadura foi essa? Fascista ele? É o caso de o Wagner Moura vir a público e esclarecer para todos os atos fascistas do Bozo. Um que seja! Só não vale dizer que ele reduziu as verbas para eles – os artistas.

A esquerda em geral – o Lula, o Wagner Moura, o Zé de Abreu, o Zé Dirceu, a Gleisy e assemelhados em particular – costumam chamar de “extrema direita” todos aqueles que não são petistas ou psolistas. E quando querem acabar com o adversário, eles o rotulam grosseiramente de “fascista”. Para eles, esta palavra diz tudo. O cara “fascista” é o da pior espécie política. Muito pior que os conhecidos grandes corruptos do PT.

Mas, a verdade é que Wagner Moura não deve saber o que é o fascismo. Nem ele nem o Lula. Só sabem que é um rótulo horroroso. Ele não deve saber que o fascismo é uma ideologia que defende o protecionismo e o corporativismo, a intervenção estatal na economia e na vida dos cidadãos, a estatização. Compra apoios políticos com dinheiro, especialmente os meios artísticos. O Estado é a figura central do sistema e para onde se voltam todas as atenções. Sua origem está muito mais ligada ao socialismo do que ao conservadorismo.

Ou seja: nada a ver com o governo do Bozo e tudo a ver com os governos petistas. Quem é fascista, afinal? Fascismo, hoje, está virando sinônimo de racismo, de discriminação racial e de gênero, contra minorias, misoginia, essas coisas. Eu me lembro de quando eu era economista do IPEA, na época dos governos militares. Naquela época, as chefias do IPEA eram escolhidas por sua competência técnica. Havia chefes de direita, de centro e de esquerda. Assim continuou nos dois governos de FHC. Aí, em 2003, quando o PT assumiu o governo, todas as chefias do IPEA consideradas não petistas foram substituídas por petistas de carteirinha. Obviamente, a qualidade do serviço caiu bastante. O IPEA praticamente deixou de ser um órgão técnico. A ideologia de esquerda passou a dominar o órgão. O IPEA nunca mais foi o mesmo. Isso é fascismo ou não é?

Então, voltando ao Wagner Moura, era de se esperar que um cara mais cônscio de suas responsabilidades, se quisesse dar uma contribuição ao debate político nacional, teria aproveitado a situação pra falar do roubo de bilhões de reais dos velhinhos do INSS, ou do escândalo do Banco Master envolvendo inclusive dois ministros de nossa mais alta Corte de Justiça. E já que ele odeia ditaduras, poderia falar dos amigos de seu amigo Lula – todos ditadores, como o Maduro e as perseguições aos opositores na Venezuela, o Ali Kamenei do Irã e suas matanças em massa, o Ortega da Nicarágua, os líderes do Hamas, a ditadura de Cuba.

Mas, não, o discurso de Wagner Moura é igual ao de Lula. O discurso do ódio à direita extremista e especialmente ao que eles julgam ser sua expressão máxima – o Bozo. Mas, tal discurso na boca do Wagner Moura tem sua razão de ser. Ele e a maioria de nossos artistas mais conhecidos – Chico Buarque, Gilberto Gil e tantos outros – recebem rotineiramente milhões de reais do governo que aí está – dinheiro de nosso imposto pago com tanta dificuldade. Ficam ricos, mas tudo em nome da promoção da arte e da cultura. Não dar dinheiro para eles é viver no obscurantismo – como eles dizem que era no governo do Bozo. Apenas a título de exemplo, o próprio filme “Agente Secreto” que premiou o nosso talentoso Wagner Moura recebeu diretamente do governo 7,5milhões de reais. Acostumados que estamos com escândalos de corrupção na ordem de bilhões de reais (velhinhos do INSS, Petrolão, e outros), parece que 7,5 milhões é uma ninharia. Mas, são 7,5 milhões de reais. O que possibilitou a nosso artista em foco comparecer à cerimônia de entrega da premiação Globo de Ouro, com uma vestimenta caríssima e luxuosa, estimada em mais de 30 mil reais, afora um relógio de pulso avaliado em 90 mil reais. Afora a vida de nababo que vive em Los Angeles enquanto se preocupa com os pobres do Brasil.

Mas, nessa mesma linha, estão Chico Buarque – que recebeu, agora em dezembro de 2025, 2,5 milhões da Lei Rouanet para financiar um espetáculo teatral, em Portugal (Lisboa e Porto), dedicado à sua carreira artística. 2,5 milhões de reais! É dinheiro demais, não? O mesmo Chico recebeu também fartos recursos da BB Seguros para a sua turnê, em 2017, para sua turnê “Caravanas” que percorreu 10 cidades brasileiras. Mas, a farra com o dinheiro público não para por aí. Em 2018, o Ministério da Cultura aprovou uma verba de 417,0 mil reais para a edição de um livro de fotos do nosso grande compositor, Chico Buarque. Foram editados 2.000 exemplares. Deve ter sido um livro com fotos lindas. Não é à toa que nosso compositor maior – também um notório esquerdista – vive nababescamente em Paris tomando o melhor dos vinhos e sempre apoiando o governo Lula e muito preocupado com os pobres do Brasil.

E para terminar, o nosso cantor-compositor Gilberto Gil no início do ano passado fez o que ele chamou de última turnê – a chamada “Tempo Rei” – para a qual recebeu 4 milhões de reais dos Correios – uma empresa pública literalmente falida. A turnê que se iniciou na Bahia em março de 2025, percorreu 10 capitais brasileiras. Ainda bem que é a última turnê dele.

E para concluir, o que Wagner Moura, Chico Buarque, Gilberto Gil e tantos outros artistas famosos têm em comum: uma aversão à “ditadura fascista” de Bolsonaro, um apoio incondicional ao amigo dos ditadores – Lula – e uma sistemática campanha contra a “anistia” dos perigosos golpistas de 8 de janeiro – aí incluídos marceneiro, pintores, donas de casa, cabelereiras, e batonistas. Mas, todos eles – os artistas – regiamente financiados pelo governo em nome da divulgação da arte e da cultura.

O que me faz lembrar da frase de Millôr Fernandes para o Chico Buarque: “-Eu desconfio de todo aquele que lucra com seu ideal!” Eu também.

Chantecler

Em tempo: Eu editei um livro cujo título é “JÚLIA” que conta uma linda história de amor platônico de um seminarista. O livro foi aplaudido por quem o leu. Daria um belíssimo filme. Mas aí, eu precisaria de pelo menos 1 milhão de reais para realizá-lo. Será que, se eu pedir uma ajudazinha do Wagner Moura ou do Chico, eu conseguiria o recurso da Lei Rouanet? Acho que não.

Moi-même

17.01.2026

Mozart Foschete

Poleiro do Chantecler – O ferrinho do dentista.

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