O ambiente onde vivemos também nos alimenta ou nos adoece. Casas barulhentas, relações tensas, falta de acolhimento, críticas constantes ou silêncio emocional criam um estado de alerta permanente. Nesse estado, o sistema digestivo não funciona plenamente. O corpo não relaxa. A absorção dos nutrientes cai. E mesmo comendo “certo”, a pessoa continua se sentindo pesada, inchada ou sem energia.
Quando há desconexão consigo, a vida entra no modo automático. Come-se sem presença, sem perceber sinais de fome ou saciedade. Vive-se no piloto automático. E um dia, ao olhar no espelho, surge o susto: “Como cheguei até aqui?”
Relações, rotina, pressa, excesso de estímulos, ausência de silêncio. Tudo isso molda a forma como nos nutrimos. Não existe transformação alimentar real sem considerar o emocional e o ambiente. O prato é só a ponta visível de um sistema inteiro pedindo reorganização.
Alimentar-se bem é mais do que escolher bons ingredientes. É aprender a habitar o próprio corpo, escutar emoções, criar espaços de paz e reconstruir a relação consigo. Quando a presença volta, o corpo responde, e a alimentação deixa de ser luta para se tornar cuidado.
Nutricionista • Psicanalista Sistêmica • Professora de Yoga & Calistenia • Mestra em Reiki
