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Energia vital: por que algumas pessoas têm disposição e outras vivem cansadas?

 
A diferença entre pessoas cheias de disposição e pessoas constantemente cansadas nem sempre está no corpo físico. Muitas vezes, o esgotamento vem do excesso de atividade mental. Pensamentos repetitivos, diálogos internos intermináveis e tentativas de prever ou controlar o futuro consomem uma quantidade enorme de energia. O corpo até descansa, mas a mente continua em movimento. Resultado: sensação de cansaço mesmo após dormir ou “não fazer nada”.

Energia vital, de forma simples, é a capacidade de estar presente no próprio corpo e na própria vida. Quando a atenção está sempre no passado ou no futuro, a energia se dispersa. Quando a atenção retorna ao agora, ela se concentra. Práticas como respiração consciente, meditação ou momentos de silêncio não são luxo espiritual. São higiene mental. É nesse ponto que abordagens como chakras e reiki entram de forma sutil: como ferramentas de percepção e reorganização da atenção, não como fuga da realidade.

Outro fator silencioso que drena energia é a mente que vagueia demais para fora de si. Quando gastamos tempo imaginando a vida dos outros, comparando conquistas ou criando histórias internas, nossa energia vital se desloca do presente. Aos poucos, perdemos força para cuidar da própria vida, do próprio corpo e das próprias escolhas.

Quem reconhece seu valor através das próprias atitudes constrói energia estável.
Cuidar de si, organizar a rotina, respeitar limites e cumprir o que promete para si mesmo cria uma base interna sólida. Energia não é algo que se recebe. É algo que se cultiva.
Também é importante compreender que grande parte do desgaste vem da tentativa de controlar tudo. Controlar pessoas, situações e resultados exige tensão constante. Quando alguém aprende a ocupar o presente e a agir no que está ao seu alcance, sem invadir o caminho do outro, algo muda. O corpo relaxa. A mente desacelera. O sistema inteiro economiza energia. Respeitar o livre arbítrio não é apenas ética emocional. É inteligência energética.

No fim, disposição não é privilégio de poucos. É consequência de presença, autocuidado e simplicidade interna. Menos ruído mental. Mais vida real. Quando a pessoa volta a habitar o próprio corpo e o próprio tempo, a energia retorna naturalmente. Sem fórmulas mágicas. Sem esoterismo. Apenas consciência aplicada ao cotidiano.

Ingrid Lacerda

Nutricionista • Psicanalista Sistêmica • Professora de Yoga & Calistenia • Mestra em Reiki

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