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Movimento não é castigo, é regulação do corpo e da mente

Durante muito tempo, o exercício físico foi apresentado como punição. “Preciso treinar porque comi demais”, “tenho que malhar para perder barriga”. Quando o movimento nasce dessa lógica, ele vira obrigação. E tudo que é obrigação pesa. O corpo sente, a mente resiste. Manter a constância se torna uma luta, e os resultados quase sempre se tornam frustrantes.

Mas o movimento tem outra função muito mais profunda. Ele regula o sistema nervoso, melhora o humor, organiza os pensamentos e devolve vitalidade. Antes de qualquer mudança estética, o exercício é uma forma de higiene emocional. Quando você coloca intenção antes de se mover, o corpo entende que está sendo cuidado, não cobrado. E isso muda completamente a resposta interna.

Outro ponto essencial é escolher uma atividade que realmente combine com você. Nem todo corpo relaxa na musculação. Nem toda mente se acalma na corrida. Algumas pessoas se regulam no yoga, outras na dança, outras em movimentos mais intensos. Forçar um estímulo só porque “está na moda” cria mais tensão do que benefício.

Um certo tipo de necessidade de pertencimento, que não faz bem, e o corpo sempre fala. Basta aprender a escutar.

Curiosamente, o físico é o último a mudar. Primeiro vem mais energia. Depois vem mais clareza mental. Depois vem mais autoestima. E só então o corpo começa a refletir esse novo estado interno. Quando você desapega da obsessão estética e passa a se mover para se sentir vivo, os resultados aparecem como consequência, não como cobrança.

Movimento não é sobre corrigir quem você é.

É sobre lembrar ao seu corpo que ele foi feito para circular, respirar, sentir e existir com prazer. Quando isso acontece, mente e corpo voltam a caminhar juntos, e a vida fica mais leve.

Ingrid Lacerda

Nutricionista • Psicanalista Sistêmica • Professora de Yoga & Calistenia • Mestra em Reiki

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