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ENVELHECER NÃO DIMINUI O SEU VALOR

Acreditar que sua melhor versão ficou para trás, sim.

Quando falamos sobre beleza feminina, quase sempre falamos sobre juventude. Como se a beleza tivesse prazo de validade. Como se existisse um momento ideal para ser admirada e, depois dele, restasse apenas a tentativa de preservar algo que inevitavelmente vai mudar.

Mas a verdade é que a maioria das mulheres não sofre porque está envelhecendo. Sofre porque foi ensinada a acreditar que deveria permanecer igual para sempre. E é justamente essa luta contra o tempo que gera comparação, ansiedade e uma sensação constante de insuficiência.

Muitas mulheres vivem presas em dois lugares. Ou se comparam com uma versão passada de si mesmas, tentando recuperar um corpo, uma aparência ou uma fase que já cumpriu seu papel. Ou vivem preocupadas com o futuro, imaginando tudo o que poderão perder com o passar dos anos. E, enquanto isso, deixam de viver o único lugar onde a vida realmente acontece: o presente.

A verdadeira saúde não é ter um corpo perfeito. É ter vitalidade. É acordar com disposição. É dormir bem. É conseguir caminhar, carregar suas compras, brincar com seus filhos ou netos, viajar, dançar e continuar vivendo com independência. O objetivo não deveria ser parecer jovem para sempre. O objetivo deveria ser envelhecer com liberdade.

Cada fase da vida possui uma beleza própria. Existe beleza na descoberta dos 20 anos, na força dos 30, na maturidade dos 40, na sabedoria dos 50 e em tudo o que vem depois. A mulher não perde valor porque envelhece. Ela apenas deixa de expressar sua beleza da mesma forma. E talvez seja justamente quando ela para de lutar contra o tempo que ela finalmente encontra a própria paz.

Porque a beleza mais rara não é a juventude.

É a capacidade de honrar quem você é em cada fase da sua jornada.

Ingrid Lacerda

Nutricionista Esportiva • Professora de Calistenia & Yoga • Psicanalista Sistêmica • Mestra em Reiki

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