Um dos maiores erros administrativos da história política recente de Bom Despacho. É assim que pode ser classificado o episódio envolvendo a cobrança do IPTU de 2026 no município.
Tudo começou em 2025, quando a Prefeitura de Bom Despacho encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei para atualizar os valores utilizados como base para o cálculo do IPTU a partir de 2026.
Os novos valores foram definidos com base na Planta Geral de Valores (PGV), elaborada a partir de um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), resultado de uma parceria com o município. A medida, porém, acabou gerando uma série de questionamentos e discussões entre moradores, vereadores e representantes da administração municipal.
O principal problema está no aumento dos valores utilizados para o cálculo do imposto. Diferentemente do que vinha sendo adotado em administrações anteriores, quando os reajustes acompanhavam, em linhas gerais, os índices de inflação, a atualização de 2026 provocou aumentos significativamente superiores em diversos imóveis.
Em alguns casos, os novos valores chegaram a representar um aumento de até 100% em relação ao ano anterior, provocando forte reação por parte dos contribuintes e ampliando a pressão sobre a administração municipal.
Diante da repercussão e da necessidade de rever a situação, a Prefeitura de Bom Despacho, por meio do prefeito Fernando Andrade, após diálogo com os vereadores, optou por suspender, neste momento, a cobrança com os novos valores e orientou a população a desconsiderar os valores inicialmente apresentados.
Apesar do anúncio, permanecem dúvidas sobre como será realizada a cobrança do IPTU referente ao exercício de 2026. O episódio evidencia uma condução administrativa que acabou gerando dúvidas para os contribuintes e deixou uma questão importante ainda sem resposta: afinal, como ficará o IPTU de 2026 em Bom Despacho?
Por enquanto, a população terá que aguardar os próximos capítulos para saber como essa situação será resolvida.
