Filhos e filhas,
“Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Inicio a mensagem desta semana com o lema do meu sacerdócio, porque nesta quarta-feira, dia 14, completo 31 anos de vida sacerdotal. Antes de qualquer coisa, quero agradecer a Deus. Foi Ele quem me chamou, foi Ele quem confiou em mim. Sou realizado, sou feliz como padre, e não me canso de repetir, porque é verdade: se eu nascesse de novo, padre eu seria.
Agradeço também a todas as pessoas que partilham comigo a alegria de celebrar esses 31 anos de sacerdócio. De modo especial, agradeço à minha família. Meu pai, vicentino, e minha mãe, do Apostolado da Oração, são para mim exemplos concretos de fé, de entrega e de espiritualidade. Muito do que sou nasceu nesse chão simples e fecundo.
Quando Deus me chamou, Ele me confiou uma missão da qual eu ainda não tinha plena consciência. Entrei no seminário aos 12 anos, idade em que ninguém sabe exatamente o que quer da vida. Mas Deus sabia. E Ele chamou. Assim como aconteceu com Samuel, Deus falou, mas foi preciso aprender a escutar. Samuel precisou do ouvido atento de Eli para reconhecer a voz do Senhor. Eu tive essa graça: muitos ouvidos treinados, muitas pessoas que me ajudaram a discernir, orientar e confirmar o chamado de Deus na minha vida.
Tenho consciência de que ninguém segue a Deus de uma só vez. A vocação se revela aos poucos. O que Deus sonhou para mim, eu nunca sonhei. O que Ele pensou foi infinitamente maior do que eu poderia imaginar. Reconheço minhas fragilidades, mas, inspirado em São Paulo, eu não fico olhando para trás. Eu corro, eu avanço, eu busco o prêmio que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Evangelizar não é apenas uma missão, é uma urgência. Tenho pressa de falar de Deus, pressa de anunciar a Boa Nova, pressa de levar esperança.
Louvo a Deus por sua paciência comigo. Ele espera o tempo da maturidade e se vale das minhas fraquezas para manifestar a sua grandeza. Isso é muito claro para mim: onde a fraqueza é maior, aí se revela ainda mais a força de Deus.
Quero louvar profundamente a Igreja que me ordenou. Ninguém se ordena a si mesmo. A Igreja viu em mim sinais vocacionais e disse: este pode ser padre. Sou muito grato aos frades carmelitas. Recebi muito da Ordem do Carmo: formação, disciplina, espiritualidade e uma mãe que me acompanha até hoje, Nossa Senhora do Carmo. Mesmo não estando mais no Carmelo, a Mãe continua comigo.
Saí de Paraíso do Norte, uma cidade simples, para chegar a uma evangelização que hoje alcança capitais, milhares de emissoras, uma TV com alcance nacional e internacional. Isso só pode ser obra de Deus. Sou prova viva de que, quando Deus quer, Ele faz, e quando nós deixamos, Ele conduz.
Agradeço a todos vocês que sonham comigo e tornam esse sonho realidade, agora juntos conquistando um terreno que chamamos Nossa Terra Prometida, lugar de prodígios e graças de Deus. Somos todos vocacionados.
Cada pessoa que ajuda a Obra Evangelizar é Preciso faz parte dessa missão. Estou entregando minha vida por esta obra de evangelização e caridade. Muitas vezes não são oito, mas doze, quatorze horas de trabalho diário. Estou oferecendo o que tenho de melhor: meu tempo, minha força, meu vigor. É tempo de plantar, e vocês são os instrumentos que Deus usa para que essa obra exista e floresça.
Este Santuário é a minha casa. Depois de tantas viagens e tanto cansaço, é aqui que me sinto em família. Ao olhar para vocês, descanso o coração. Louvo a Deus por todos os colaboradores e por essa relação de comunhão que nos une.
Enquanto Deus me permitir viver, quero ser esse intermediário: ouvido atento à voz de Deus, olhar fixo em Jesus, o Cordeiro de Deus. Que Ele continue me usando para a sua glória e para o bem do seu povo.
Louvado seja Deus por tudo.
Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti
